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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Caminhoneiros dão ultimato e ameaçam greve nacional se MP do Frete não for votada

Medida provisória reforça a política de piso mínimo do frete
Esther Morais * do CORREIO 
Caminhoneiros dão ultimato e ameaçam greve nacional se MP do Frete não for votada Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros voltou a ganhar força nesta semana. Representantes da categoria ameaçaram iniciar uma paralisação nacional caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026 não seja votada pelo Senado antes de perder a validade.
A proposta altera a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criada para garantir um valor mínimo a ser pago pelo serviço de frete. Entre as mudanças previstas, a MP torna obrigatório o cadastramento das operações de transporte e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), além de reforçar a fiscalização e estabelecer medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete.

Segundo o governo federal, a medida busca ampliar a proteção aos caminhoneiros autônomos e transportadores, reduzir a concorrência desleal e evitar distorções no mercado de transporte rodoviário de cargas.

Durante uma reunião realizada na quinta-feira (9), representantes da categoria cobraram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), coloque a proposta em votação antes do fim do prazo de vigência. Em tom de cobrança, um dos líderes afirmou: "O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome".

A MP precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar em vigor. Caso perca a validade sem votação, as mudanças deixam de produzir efeitos, o que preocupa entidades ligadas ao transporte de cargas.

A ameaça de paralisação ocorre em um momento de atenção para o setor logístico, já que uma greve nacional de caminhoneiros pode afetar o abastecimento de combustíveis, alimentos e outros produtos em todo o país.

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