
Rinaldo de Oliveira*snb
O caso da idosa com Alzheimer que melhorou após tratamento experimental com psilocibina saiu na revista científica Frontiers in Neuroscience. - Fotos: Getty Images / Mason Trinca/The New York Times
Vai ciência! Após 10 anos com Alzheimer, essa idosa melhorou, recuperou a fala, parte da memória, controle da urina e dos movimentos, tudo depois de receber uma dose experimental de psilocibina, uma substância encontrada em alguns tipos de cogumelos. O caso dela, que surpreendeu pesquisadores, foi publicado na revista científica Frontiers in Neuroscience.
A paciente de ascendência japonesa, na faixa dos 80 anos de idade, que já não reconhecia mais familiares, falava pouco, precisava de ajuda para caminhar, para se vestir e tinha perdido o controle da bexiga. Porém, menos de 24 horas depois de receber uma dose supervisionada de psilocibina, ela “acordou” e começou a contar espontaneamente a história da vida dela.
Não se trata de cura, alertam os pesquisadores: “Os resultados não significam reversão da doença, mas sugerem que algumas funções podem permanecer preservadas e voltar a ser acessadas em determinadas condições”, escreveram os autores do estudo ligados à Associação Cruz de Ankh, em São Paulo.
Melhoras chamaram atenção
Nos dias seguintes, a paciente apresentou mudanças que a família não via havia anos. Ela voltou a caminhar com mais independência, conseguiu se vestir sozinha, reconheceu parentes, manteve contato visual, sorriu, retomou conversas e recuperou o controle da bexiga, perdido havia mais de cinco anos. Mais no sonoticiaboa
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