Câmara Municipal de Francisco Alves (PR)
Foto: Divulgação / Via DCM

A Justiça Eleitoral cassou os mandatos de sete dos nove vereadores eleitos em Francisco Alves, no interior do Paraná, após investigação sobre compra de votos com distribuição de combustível. Os parlamentares cassados são de PSDB e PSB, siglas que integraram a coligação “Pra Frente Francisco Alves” nas eleições municipais de 2024. Com informações do g1.
Entre os eleitos atingidos pela decisão estão quatro vereadores do PSDB: Cioni Segurança, Miguel, Rosa Ferrari e Dario de Nigro. Outros três são do PSB: Cutuca, Célia Motorista e Professor Márcio Trindade. A coligação também reunia o PSD, partido do prefeito eleito Alírio Mistura, cuja chapa não teve o mandato cassado por falta de provas diretas de participação no esquema.
A investigação do Ministério Público do Paraná apontou que o grupo usou uma rede econômica para garantir apoio eleitoral. De acordo com o promotor Filipe Rocha e Silva, a prática substituiu o debate político pelo uso de poder econômico para cooptar eleitores.
O esquema teria funcionado a partir de um posto de combustíveis localizado a cerca de 10 quilômetros do centro urbano da cidade. Em buscas autorizadas pela Justiça na véspera da eleição, a polícia encontrou notas fiscais, anotações com nomes de candidatos e vales para retirada de cinco e dez litros de gasolina ou álcool.
Os 7 vereadores cassados em Francisco Alves (PR)

Apenas em setembro de 2024, segundo o Ministério Público, o esquema teria distribuído 2.100 litros de combustível para eleitores. Para a Promotoria, a localização do posto reforçou a suspeita, já que os abastecimentos eram feitos em pequenas quantidades e longe da área principal dos atos de campanha.
A investigação também usou provas digitais obtidas no celular de uma das candidatas da coligação, Maria Aparecida da Silva, conhecida como Cida. Áudios recuperados indicam promessa de material de campanha e menção ao “negócio lá” para buscar gasolina.
Os vereadores cassados continuam trabalhando porque os recursos ainda não foram julgados. Questionados pela reportagem, parte dos envolvidos evitou responder às acusações. Um dos parlamentares deixou o local de moto após ser abordado por uma equipe da GloboNews.
O presidente da Câmara, Cioni, também condenado na ação, negou ter comprado votos por meio de combustível. “Eu não tenho um eleitor, uma pessoa que falou assim: ‘O Cioni me deu um real de gasolina’”, afirmou. Ele também disse ser contrário à prática de compra de votos.
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