Governo nega favorecimento no sistema; audiência nos EUA em 6 de julho discutirá o tema e possível tarifa de 25%
Caio Barcellos / SBT
Bruno Moretti | Divulgação/Edilson Rodrigues/Agência Senado

“[O pix] é um arranjo de pagamento fundamental para a nossa economia. Isso não tem a ver com nenhum tipo de regra desfavorável a empresas de qualquer país, muito pelo contrário. Então, nós seguiremos nesse processo de diálogo, afastando essas acusações, afastando essas questões”, disse Moretti, em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.
A fala ocorre em meio à possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês)
O órgão afirma que práticas brasileiras em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, etanol, tarifas preferenciais e meio ambiente seriam “irrazoáveis” ou discriminatórias contra interesses dos Estados Unidos.
No caso do Pix, Washington vê favorecimento indevido ao sistema criado e operado pelo Banco Central, leitura que é rejeitada pelo governo brasileiro.
“Nós seguiremos nesse processo de diálogo, afastando essas acusações”, afirmou. Segundo o ministro, o Brasil parte da premissa de que é um país soberano e de que cabe ao governo proteger instituições consideradas decisivas para a população.
Negociações
O processo nos Estados Unidos prevê o recebimento de comentários públicos até 1º de julho e uma audiência em 6 de julho. A decisão sobre eventual resposta comercial deve ocorrer até 15 de julho. Mais no sbtnews
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