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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Batinomídeo supergigante: Como esse estranho animal consegue ficar em jejum total por até 5 anos

Os isópodes supergigantes das profundezas marinhas sobrevivem anos sem se alimentar graças a um sistema de sobrevivência em duas partes
O segredo de sobrevivência dos isópodes gigantes do fundo do mar.

Os mistérios escondidos no fundo do mar costumam impressionar, mas cientistas da revista Cell acabam de desvendar como os isópodes gigantes, parentes do tatuzinho de jardim, passam mais de cinco anos em jejum absoluto sem morrer. A pesquisa mostra que essas criaturas monstruosas usam um sistema duplo de sobrevivência que combina um estômago colossal com um gene “roubado” de bactérias para driblar a falta de comida na escuridão.

Como esses crustáceos gigantescos conseguem manter seu tamanho sem comida por perto?
Viver no leito oceânico significa encarar um deserto frio e escuro onde o alimento quase nunca aparece. O grande paradoxo que intrigava os biólogos era entender como esses animais famintos conseguem atingir o gigantismo corporal, que exige muita energia, morando em um lugar tão pobre em nutrientes.

Um grupo liderado pelo pesquisador Yuan Jianbo descobriu que essas criaturas resolveram o problema mudando totalmente a forma como gastam suas reservas de energia. Em vez de buscarem comida o tempo todo, eles simplesmente reprogramaram o próprio corpo para virar uma máquina de economizar combustível quando o estômago esvazia.

De que forma funciona o sistema interno de armazenamento desses animais misteriosos?

Para conseguir vencer o jejum prolongado, esses bichos evoluíram uma estratégia muito inteligente baseada em duas frentes integradas: aumentar a capacidade de estocagem e reduzir o gasto calórico ao mínimo. A anatomia interna deles funciona como uma verdadeira dispensa biológica de alta eficiência. Mais na revistaoeste

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