Candidato da direita derrota Iván Cepeda no segundo turno e encerra ciclo da esquerda no país
Duda Ventura, SBT News
Candidato conservador Abelardo De La Espriella, eleito presidente da Colômbia | Reprodução redes sociais

A vitória marca uma mudança de rumo na política colombiana após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. De La Espriella assume o cargo com a promessa de endurecer o combate ao narcotráfico, ampliar a segurança pública e rever políticas implementadas pela atual administração.
De La Espriella já aparecia à frente de Cepeda no primeiro turno. Com mais de 10 milhões de votos, o direitista conseguiu 43,8% dos eleitores válidos e garantiu a chegada ao Palácio de Nariño.
A eleição também altera o equilíbrio ideológico na América do Sul. Com a saída de Petro, a Colômbia volta a integrar o grupo de governos alinhados à direita na região, ao lado de nomes como Javier Milei, na Argentina, Daniel Noboa, no Equador, e José Antonio Kast, no Chile.
Percurso eleitoral conturbado
O processo eleitoral foi marcado por controvérsias após o primeiro turno. Gustavo Petro e Iván Cepeda questionaram os resultados preliminares, alegando irregularidades relacionadas ao aumento do número de eleitores e de seções eleitorais.
As acusações foram rejeitadas por organizações independentes de monitoramento eleitoral, por veículos de checagem de fatos e pela Missão de Observação Eleitoral da Colômbia, que não identificaram evidências de fraude.
Conhecido pelo apelido de "El Tigre", De La Espriella é advogado e empresário. Sem experiência prévia em cargos políticos, ganhou projeção nacional com um discurso centrado em segurança pública, combate à corrupção e fortalecimento das forças de segurança.
Entre suas principais propostas estão a flexibilização do porte de armas, o endurecimento das penas para integrantes do crime organizado e o fim das negociações com grupos armados, incluindo dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Durante a campanha, declarou admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Inspirado no modelo salvadorenho, também defendeu a construção de grandes complexos penitenciários para combater o crime organizado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário