Rendimento cresce acima da inflação e atinge maior valor da série histórica; desemprego também é o menor já registrado para o período
Mudanças no abono salarial PIS/Pasep: quem tem direito ao benefício e como consultar | Divulgação/José Cruz/Agência Brasil
Agência Brasil

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (30).
O número representa um aumento real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Segundo o IBGE, o avanço do rendimento está ligado a dois fatores principais: o reajuste do salário mínimo e a redução do número de trabalhadores informais.
O salário mínimo foi elevado para R$ 1.621 no início de 2026, o que ajudou a puxar a média para cima. Além disso, houve uma queda de cerca de 1 milhão de pessoas ocupadas na comparação com o fim de 2025, principalmente entre trabalhadores informais, que costumam receber menos.
Entre os dez grupos de atividades analisados, dois apresentaram crescimento salarial, que são o comércio com alta de 3% (R$ 86 a mais e administração pública com aumento de 2,5% (R$ 127 a mais). Nos demais setores, o rendimento ficou estável, sem variação significativa.
Massa salarial também bate recorde
O total de rendimentos pagos aos trabalhadores, chamado de massa salarial, alcançou R$ 374,8 bilhões, o maior valor da série histórica.
Em comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve crescimento real de 7,1%, o que representa R$ 24,8 bilhões a mais circulando na economia. Esse dinheiro é usado principalmente para consumo, pagamento de dívidas e investimentos.
A proporção de trabalhadores que contribuem para a previdência também atingiu um recorde: 66,9% dos ocupados, o equivalente a 68,1 milhões de pessoas.
De acordo com o IBGE, o resultado está ligado à queda da informalidade, já que trabalhadores formais contribuem mais para o sistema.
Informalidade cai no país
A taxa de informalidade ficou em 37,3% no trimestre encerrado em março, abaixo dos 38% registrados no mesmo período de 2025.
Apesar da queda, o Brasil ainda tem cerca de 38,1 milhões de trabalhadores informais, sem direitos trabalhistas garantidos.
Desemprego é o menor da série para o período
A taxa de desemprego foi de 6,1% no primeiro trimestre de 2026, a menor já registrada para esse período desde o início da série histórica, em 2012.
O IBGE considera como desempregadas apenas as pessoas que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.
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