CNJ suspende concursos por suspeita de IA na correção de provas e resposta a recursos
CNJ não veda o uso de IA para concursos, mas exige transparência e supervisão humana, elementos não comprovados nos casos
Ana Araújo/ Ag.CNJ

O Conselho Nacional de Justiça suspendeu ao menos dois concursos para ingresso na magistratura, para apuração de uso de inteligência artificial na análise e pontuação das questões e na apreciação dos recursos administrativos contra a correção das provas.
As suspensões se deram de forma liminar, em certames organizados pela FGV. No caso do Tribunal de Justiça de Tocantins, a suspeita é de IA para responder aos recursos dos candidatos contra a forma como a prova foi corrigida.
No mais recente, do Tribunal de Justiça do Ceará, o questionamento é quanto à correção da prova prática de sentença criminal, cuja pontuação foi atribuída de forma fracionada, sem identificação de fatores efetivamente considerados.
Em ambos os concursos, houve apontamento de padronização incomum das respostas oferecidas pela banca.
No caso do certame para o TJ-CE, cerca da metade dos candidatos obtiveram exatamente a nota 4,0, apesar da exigência de análise de diversos aspectos jurídicos.
Já no caso do Tocantins, a FGV defendeu ser compatível com a isonomia, a impessoalidade e a eficiência administrativa que a adoção de fundamentação padronizada sempre que os recursos veiculem questionamentos equivalentes e quando a razão de decidir seja comum. Mais na conjur
Nenhum comentário:
Postar um comentário