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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Brasileira de comunidade é aprovada em Stanford e outras 4 universidades

Monique de Carvalho / SNB
A jovem, que é moradora de uma comunidade no RJ e estudou em escola pública, passou na universidade de Stanford, uma das mais reconhecidas dos Estados Unidos. - Foto: arquivo pessoal

Aos 18 anos, a estudante Isabelle Lemos, moradora da comunidade Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, se prepara para começar uma nova etapa acadêmica fora do Brasil. Em setembro, ela inicia o curso de Aeronáutica e Astronáutica na Stanford University.

Considerada uma das universidades mais concorridas do mundo, Stanford recebe mais de 55 mil candidaturas por ano e seleciona menos de 4% dos estudantes inscritos. Além da aprovação na instituição, Isabelle também conquistou vagas em outras quatro universidades americanas: University of Rochester, Wesleyan University, University of Notre Dame e Dartmouth College.

Ex-aluna da rede pública e filha de mãe solo, Isabelle construiu a preparação acadêmica com apoio de programas educacionais, participação em olimpíadas científicas e uma rotina intensa de estudos. O interesse principal da jovem está nas áreas de engenharia espacial e sistemas orbitais.

Estudos entre escola pública e particular
A mudança na rotina escolar começou durante a pandemia, quando Isabelle entrou para o Ismart, instituto que apoia estudantes de baixa renda com bolsas e acompanhamento acadêmico.

Com a bolsa, ela passou a frequentar o Colégio pH no turno da tarde, enquanto continuava estudando na escola municipal pela manhã. A rotina incluía dois ambientes escolares diferentes e uma adaptação constante aos novos desafios.

“Estar no projeto transformou minha vida em 100%. Eu era uma aluna de escola pública que sempre se destacou muito ali dentro, mas que estava restrita àquele ambiente. Quando eu entrei no Ismart, meu mundo girou”, contou.

Preparação para universidades americanas
Durante o ensino médio, Isabelle também participou do Prep Program, iniciativa da Fundação Estudar voltada para estudantes interessados em universidades no exterior.

A preparação envolveu olimpíadas científicas, atividades extracurriculares e acompanhamento dos processos seletivos internacionais, que costumam exigir provas, redações, entrevistas e projetos acadêmicos. Mais no sonoticiaboa

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