Caso envolve exibição de notícias no buscador e uso de IA; veículos afirmam que práticas reduzem acessos aos sites

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou mais uma vez o julgamento que analisa o uso de conteúdo jornalístico pelo Google sem remuneração a veículos de mídia. A decisão foi interrompida após pedido de vista da conselheira Camila Cabral, nesta quarta-feira (8).
O caso discute se a big tech comete prática anticoncorrencial ao exibir conteúdos produzidos por jornais, sites e emissoras em seus serviços, como o buscador e o Google News.
A apuração teve início em 2019, foi arquivada no fim de 2024 e acabou retomada no ano seguinte, após decisão que levou o tema novamente ao tribunal do Cade.
Coleta de informações
No centro da investigação está a chamada “raspagem” de conteúdo, conhecida como scraping. Na prática, trata-se da coleta automatizada de informações disponíveis em sites de terceiros (como títulos, trechos de texto e imagens) que depois são exibidos diretamente na página de busca. Segundo representantes do setor, isso pode reduzir a necessidade de o usuário clicar no link original, diminuindo o tráfego e a receita dos veículos.
O julgamento havia sido retomado com voto-vista do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu o aprofundamento da apuração. Para ele, há indícios suficientes para transformar o inquérito em processo administrativo, etapa que permite eventual aplicação de sanções por infração à ordem econômica. Mais no sbtnews
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