
Rinaldo de Oliveira - SNB
A imunoterapia de alto custo contra o câncer, com o pembrolizumabe, será produzida pelo Butantan para ser distribuída para pacientes do SUS - Fotos: Arquivo pessoal/Agência Brasil
É do Brasil! Finalmente, uma imunoterapia contra 40 tipos de câncer será distribuída pelo SUS. O remédio de alto custo, que poucos brasileiros poderiam comprar e só é oferecido pela rede privada, já foi aprovado pela Anvisa e será produzido pelo Instituto Butantan, de São Paulo.
Trata-se do pembrolizumabe uma das principais imunoterapias contra o câncer no mundo. A parceria com a farmacêutica MSD para a fabricação do medicamento no Brasil foi anunciada nesta quinta, 26, pelo governo federal.
O acordo do Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD prevê a transferência de tecnologia para fabricação nacional do imunoterápico, para ampliar o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Remédio de alto custo
O acordo prevê que 13 mil pacientes sejam beneficiados com a imunoterapia pembrolizumabe. Ela é indicada para câncer de pulmão, mama triplo-negativo, colo do útero, esôfago e melanoma, informou a Agência Brasil.
Hoje uma única sessão do tratamento com esse remédio custa quase R$ 97 mil na rede privada, que já tratou 56 mil pacientes com o medicamento.
Mas a parceria anunciada prevê a transferência de tecnologia da MSD para o Instituto Butantan possa produzir o medicamento por até 10 anos. E isso vai reduzir custos para ampliar o uso dele no SUS.
Em vez de destruir as células tumorais, como acontece na quimioterapia, a imunoterapia estimula o sistema de defesa do organismo a reconhecer e combater o câncer.
Como as células cancerígenas desenvolvem mecanismos para “driblar” o sistema imunológico para não serem atacadas, o pembrolizumabe bloqueia esses mecanismos, para que o corpo humano volte a identificar e atacar o tumor.
Em alguns tipos de câncer, esse tratamento ajuda a aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Quais tipos de câncer
A imunoterapia oferecida hoje pelo SUS é apenas para o tratamento de melanoma avançado.
Já câncer de pulmão, mama, esôfago e colo do útero o uso ainda depende de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
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