O treinador falou sobre a anulação da pena e as ações que agora promove em defesa das mulheres

A busca pela anulação
Cuca explicou que decidiu resolver a situação de uma vez por todas após sofrer uma forte pressão da torcida e de sua própria família. Ele investiu pesado em advogados no exterior para reabrir o processo em Berna. No final das contas, a justiça suíça anulou a pena em 2024, alegando que o então jogador não teve um defensor presente no julgamento da época. Apesar da anulação por questões técnicas e do pagamento de uma indenização, o mérito do crime não foi julgado novamente porque o caso já havia prescrito.
O trabalho com a causa feminina
Durante a coletiva, o técnico destacou que hoje entende que o público cobra ações concretas e não apenas desculpas. Ele contou que tem promovido palestras em clubes e financiado cursos de arbitragem feminina para incentivar a inclusão. Cuca ressaltou que os homens têm a obrigação de se incluir no combate ao feminicídio, citando os números assustadores de violência contra a mulher no Brasil. Segundo ele, o tempo longe do futebol serviu para que ele pudesse “trazer de volta sua dignidade”.
O treinador agora vira a chave para focar no campo, já que sua estreia está marcada para este domingo (22), contra o Atlético-MG, no Mineirão. A diretoria do Santos aposta na experiência do técnico para subir na tabela do Brasileirão, mesmo sabendo que o passado de Cuca continuará sendo um tema sensível para parte da torcida. Para o comandante, o objetivo agora é ajudar a diminuir a violência no esporte e na sociedade, enquanto tenta levar o Alvinegro Praiano de volta às glórias.
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