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quinta-feira, 19 de março de 2026

Consumo de ultraprocessados dobra no Brasil e especialista alerta para riscos na infância

Foto: Reprodução
O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou nos últimos 40 anos, saltando de cerca de 10% para aproximadamente 23% da dieta da população. O cenário acende um alerta para a saúde pública, especialmente na infância e na adolescência — fases decisivas para a formação de hábitos alimentares que acompanham o indivíduo por toda a vida. Via 180graus

Para a nutricionista Alessandra Lovato, esses produtos não podem ser considerados alimentos de verdade. "São formulações industriais ricas em corantes, conservantes, açúcar e gordura saturada, com pouco ou nenhum valor nutricional", explica. Entre os mais consumidos estão biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo e nuggets. O consumo frequente está associado ao vício do paladar — o excesso de realçadores de sabor faz com que crianças passem a rejeitar frutas e vegetais —, além do surgimento precoce de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão ainda na adolescência. Apesar de altamente calóricos, esses alimentos oferecem o que especialistas chamam de "calorias vazias": muita energia, mas deficiência de ferro, vitaminas e fibras essenciais para o desenvolvimento.

A especialista reforça que pequenas mudanças no cotidiano já fazem diferença: ler rótulos, priorizar alimentos in natura como arroz, feijão, ovos e frutas, e adotar o lema "descascar mais e desembalar menos". Envolver as crianças no preparo das refeições e nas idas ao mercado também ajuda a mudar a relação com a comida. "A alimentação na infância é a base da saúde do adulto. Não estamos apenas alimentando o corpo, estamos moldando hábitos que durarão a vida toda", reforça Alessandra.

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