Por Victor Hernandes * BN
Foto: Imagem Ilustrativa. Fernando Frazão/Agência Brasil

No ano de 2024, o estado registrou 50.521 indivíduos com baixo peso, o que representava 2,56% da população adulta acompanhada. Este índice era superior à média do Nordeste (2,3%) e do Brasil (2,06%) no mesmo período. Já em 2025, o número absoluto subiu para 52.100 indivíduos, mas a prevalência percentual caiu para 2,22%. Apesar da queda, o índice baiano continuou acima da média do Nordeste (1,98%) e do Brasil (1,81%)
Entre as cidades que apresentaram maiores taxas proporcionais no estado estão Ibotirama com 3,05% em 2024 e 2,72% em 2025, Guanambi com 2,93% de baixo peso em 2024, caindo para 2,53% em 2025; Santa Maria da Vitória, que manteve índices elevados, com 2,87% (2024) e 2,66% (2025).
Já Salvador, em termos absolutos, concentra o maior número de pessoas nessa categoria, com 5.518 indivíduos em 2024 (2,42%) e 6.213 em 2025 (2,18%). Feira de Santana teve 4.228 pessoas (2,64%) em 2024 e 4.272 (2,27%) em 2025. Entre os municípios baianos com menores prevalências estão Paulo Afonso (1,72%), Teixeira de Freitas (1,86%), Jequié (1,92%) e Santo Antônio de Jesus (1,97%).
COMPARATIVO DE TAXAS
Mesmo sendo visto esse aumento de baixo peso, a condição não superou a de outras no estado. A de Sobrepeso ficou em 34,87% (688.877 pessoas), o Peso Adequado ficou em 32,47% (641.552 pessoas) e o Baixo Peso alcançou 2,56% (50.521 pessoas). Já no ano de 2025 a taxa de Sobrepeso ficou em 35,43% (833.305 pessoas), a de Peso Adequado 30,57% (718.958 pessoas) e a de Baixo Peso alcançou 2,22% (52.100 pessoas). Enquanto a taxa de sobrepeso aumentou de 34,87% para 35,43%, as taxas de peso adequado e baixo peso diminuíram no mesmo período.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a nutricionista Beatriz Nogueira, revelou que o aumento de pessoas com baixo peso é atribuído principalmente ao ritmo de vida atual, caracterizado pela falta de tempo e cargas exaustivas de trabalho.
“As pessoas estão tendo cargas exaustivas de trabalho e acaba que isso impacta diretamente na forma como ela se alimenta, na disposição que ela tem para praticar algum tipo de exercício físico, que vai promover um ganho de massa muscular, de músculo e aí, consequentemente, reduzir esse baixo peso que a gente vê na população.
Para a especialista contou ainda que a insegurança alimentar é outro problema presente que impacta neste problema na Bahia.
“Outro ponto também muito importante é a insegurança alimentar, que é uma questão muito presente aqui na Bahia. A gente tem diversos programas, como o Bahia Sem Fome, que tenta reverter essa situação de insegurança alimentar, que é justamente a pessoa não ter acesso, de fato, à alimentação. E quando tem acesso, é através de alimentos ultraprocessados, que tem um baixo valor nutritivo e muito calórico. Então acaba que fazem poucas refeições ao dia e essas poucas são extremamente pobres em nutrientes e ricas em calorias gorduras.
A profissional explicou também quando é considerado sobrepeso por médicos.
“Recém-nascido, quando ele nasce com menos de 2,5 quilos, é considerado com baixo peso. Muito baixo peso seria menor que 1,5 quilos. Então, o baixo peso na mulher adulta gestante também pode ter impacto para que esse neném nasça com baixo peso”, informou.
A nutricionista deu algumas dicas para ganho de peso saudável em contexto de escassez alimentar.
“Fazer o consumo adequado de proteína para preservar a massa muscular que é o mais importante para se locomover e manter uma boa funcionalidade do corpo. Então investir em fontes de proteínas, carnes, ovos, frango e sardinha também. Além disso, proteínas vegetais e arroz, feijão e salada”, contou Nogueira.
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