Instituição financeira tornou-se o centro de uma crise que atinge os três Poderes e pressiona as cúpulas da Câmara e do Senado

O Congresso Nacional retoma as atividades legislativas nesta semana sob forte mobilização da oposição, que concentra esforços na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.
A instituição financeira, liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 após a identificação de rombos bilionários e indícios de fraude, tornou-se o centro de uma crise que atinge os três Poderes e pressiona as cúpulas da Câmara e do Senado.
Parlamentares oposicionistas afirmam que o número de adesões já ultrapassou os requisitos regimentais, com 42 assinaturas no Senado e mais de 171 na Câmara. No entanto, a abertura oficial das investigações enfrenta resistência direta de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e de Arthur Lira, presidente da Câmara.
Ambos têm evitado a leitura dos requerimentos, alegando que o momento não é oportuno e priorizando a pauta econômica, enquanto setores do Centrão atuam nos bastidores para esvaziar a proposta, temendo o potencial de desgaste político em ano eleitoral.
– Fraudes previdenciárias: O banco é suspeito de irregularidades na emissão de quase R$ 1 bilhão em títulos previdenciários e na concessão de crédito consignado para milhares de aposentados do INSS, caso que já é alvo da Polícia Federal.
– Relações com o Judiciário: A investigação busca esclarecer pagamentos milionários feitos a escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
– Pressão no Banco Central: Parlamentares querem apurar eventuais falhas na fiscalização do BC, que resultaram no afastamento de servidores da autarquia após a liquidação da instituição.
Nenhum comentário:
Postar um comentário