Monique de Carvalho - SNB
A mãe vivia em cárcere privado junto com os 3 filhos pequenos em BH e pediu ajuda à polícia pelo WhatsApp. O agressor foi preso em flagrante
- Foto: Pixabay

O resgate aconteceu na madrugada desta quinta-feira (25), após a vítima enviar uma mensagem desesperada pedindo ajuda pelo WhatsApp. Ela aproveitou o momento em que o agressor saiu de casa para denunciar a situação e pedir, pelo menos, que os filhos fossem retirados do local. Deu certo.
O homem foi preso em flagrante e responderá por ameaça, sequestro e cárcere privado. Segundo a polícia, a operação foi arriscada e exigiu apoio da PM e da Guarda Municipal para garantir a segurança da mãe e das crianças.
Pedido de socorro pelo celular
De acordo com a delegada Karla Moreira, da Defam (Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família), a vítima entrou em contato por volta das 19h da quarta-feira (24) com o projeto institucional Remodelar, da Polícia Civil. Na mensagem, ela contou que vivia em um aglomerado dominado por facção criminosa e implorou ajuda.
A comunicação, no entanto, foi interrompida quando o agressor voltou para casa. “Às 22h30 perdemos contato. Às 23h, o plantão foi acionado e, à meia-noite, começou o trabalho de campo que se estendeu até as 4h da manhã. Foram nove endereços checados até chegarmos ao local exato”, explicou a delegada.
Quando os policiais conseguiram localizar a residência, a situação era de pânico: a mãe amamentava o bebê de 1 ano enquanto todos choravam com medo das ameaças.
Agressões e ameaças constantes
Segundo a vítima, a violência começou após ela repreender o companheiro por usar dinheiro da família em drogas e jogos. Ele reagiu com agressividade, deu tapas, tentou enforcá-la e afirmou que não abriria mão dela nem das crianças.
Em um dos momentos mais graves, chegou a ameaçar até o bebê de apenas 1 ano. “Era uma situação de terror dentro daquela casa”, contou a delegada Karla Moreira ao site O Tempo.
A filha mais velha, de 12 anos, quase foi peça-chave para o resgate, já que o agressor permitia que ela fosse à escola. A mãe chegou a pedir que a menina relatasse o que estavam vivendo caso tivesse uma oportunidade. Mais no sonoticiaboa
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