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domingo, 10 de agosto de 2025

Mulheres são as que mais morrem de hipertensão por consumo excessivo de álcool

Segundo o estudo, para indivíduos com hipertensão, a moderação é essencial
O consumo de bebidas alcoólicas em excesso está associado ao aumento da mortalidade por hipertensão, especialmente entre mulheres
Foto: Ilustrativa/Pexels
O consumo de bebidas alcoólicas em excesso está associado ao aumento da mortalidade por hipertensão, especialmente entre mulheres, segundo pesquisa publicada em julho no American Journal of Preventive Medicine. O estudo analisou mortes por hipertensão atribuíveis ao álcool nos Estados Unidos e identificou um crescimento significativo nos últimos anos.

De acordo com os dados, o número total de mortes por hipertensão no país subiu, em média, 41,5% ao ano entre os períodos de 2016-2017 e 2020-2021, passando de 86.396 para 122.234 óbitos anuais. No mesmo intervalo, as mortes atribuíveis ao consumo excessivo de álcool saltaram de 13.941 para 21.137, alta de 51,6%. Mais de 60% desses casos ocorreram entre mulheres, e o aumento proporcional foi maior nesse grupo.

Os autores apontam fatores culturais para explicar o resultado. “Houve uma mudança nos padrões de consumo nas últimas décadas — as mulheres passaram a beber mais, hábito antes mais comum entre os homens”, destaca o estudo.

Embora o levantamento tenha sido realizado com a população norte-americana, os pesquisadores afirmam que o cenário serve de alerta para outros países, como o Brasil. A sexta edição da publicação Álcool e a saúde dos brasileiros, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), mostrou que o consumo per capita no país — medido em litros de álcool puro por pessoa com 15 anos ou mais — caiu 10,4% entre 2010 (8,6 litros) e 2019 (7,7 litros). Apesar da redução, os índices seguem acima da média mundial, de 5,7 litros em 2010 e 5,5 litros em 2019, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Leia tudo no aratuon

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