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terça-feira, 5 de agosto de 2025

Estudante é espancada em escola por grupo de colegas que imitava facções

Grupo de alunos imitava regras de facção criminosa dentro da escola, afirma delegado
Autoridades já identificaram as autoras das agressões e seus responsáveis
Nicolle Ribeiro/VGN
Reprodução
Grupo de alunos imitava regras de facção criminosa dentro da escola, afirma delegado.

O delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira afirmou nesta terça-feira (05.08) que as estudantes envolvidas nas agressões contra uma aluna na Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia, 415 km de Cuiabá, criaram uma espécie de “tribunal do crime” dentro da instituição, colocando regras e punições físicas inspiradas em facções criminosas.

Imagens de uma adolescente sendo submetida ao “tribunal do crime” dentro da escola foram amplamente divulgadas nas redes sociais nessa segunda-feira (04). As autoridades já identificaram as autoras das agressões e seus responsáveis.

Conforme as investigações, cerca de 20 alunos formavam um grupo que reproduzia as “regras” de facções. Eles criaram as próprias normas, elegeram líderes e empunhavam punições violentas contra colegas que “descumprissem” essas regras.

“Eles criaram regras, elegeram líderes e impuseram uma espécie de disciplina inspirada no que ocorre dentro de facções criminosas (...) A aluna agredida teria descumprido uma dessas regras, que resultou na agressão covarde. Uma das normas do grupo é que a vítima não poderia chorar durante as agressões, caso contrário, apanharia mais”, explicou o delegado.

As alunas ouvidas, na presença dos responsáveis, confessaram já terem agredido outras quatro colegas por “infrações” semelhantes. A investigação revelou também que algumas das agressoras pertencem a famílias com históricos de vínculos com facções, o que pode ter influenciado diretamente na reprodução dessas condutas violentas.

“Levantamos o histórico familiar das adolescentes. Infelizmente, algumas pertencem a famílias com vínculos com facções criminosas, o que pode ter influenciado a ideia de reproduzir esse tipo de conduta dentro do ambiente escolar”, afirmou Marcos Paulo.

Uma das adolescentes já havia sido conduzida recentemente à delegacia por estar na companhia de adultos ligados a organizações criminosas, um dos quais portava drogas no momento da abordagem.

A Polícia Judiciária Civil está reunindo provas e sugerirá a internação das adolescentes envolvidas. A decisão final caberá ao Ministério Público, que avaliará o caso com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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