Caso a situação não se resolva na Justiça
Imagem: divulgação

Autodeclarada parda, Samille teve a matrícula negada inicialmente pela banca de heteroidentificação da universidade, que alegou que a candidata não apresentava as “características fenotípicas” exigidas para ingressar por meio das cotas raciais. O julgamento se baseou em um vídeo enviado pela estudante, conforme solicitado pelo edital do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).
Após acionar a Justiça, Samille conseguiu liminar favorável e iniciou as aulas no primeiro semestre de 2025. No entanto, faltando apenas duas provas para encerrar o período letivo, a decisão foi revertida, e ela foi desligada do curso.
“Fiquei totalmente transtornada, desesperada, porque eu não contava nunca que aquilo ali acontecesse. A única coisa que eu tinha certeza na minha vida era da minha cor, da minha identidade”, afirma ao g1.
O processo agora está nas instâncias superiores. A jovem não desistiu — inclusive, voltou a estudar para o Enem, caso a situação não se resolva na Justiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário