A recomendação foi emitida após a constatação de mortes de animais por choques elétricos em redes da empresa
Por Bruna Castelo Branco - AratuOn
De acordo com o inquérito civil instaurado pelo MP-BA, os acidentes têm ocorrido devido à ausência de proteção em cabos.
Foto: Ilustrativa/Pexels

A recomendação foi emitida após a constatação de mortes de animais por choques elétricos em redes da empresa, incluindo casos envolvendo a preguiça-de-coleira, espécie ameaçada de extinção.
De acordo com o inquérito civil instaurado pelo MP-BA, os acidentes têm ocorrido devido à ausência de proteção em cabos e postes de energia, o que coloca em risco animais que utilizam a rede elétrica como passagem entre as árvores.
Laudos técnicos emitidos pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) confirmam que diversas preguiças morreram eletrocutadas nos últimos meses. Há ainda um aumento no número de registros de acidentes semelhantes na área.
O promotor de Justiça Thomas Bryann destacou a importância ecológica da Floresta do Aruá, que integra um corredor da Mata Atlântica e é essencial para a preservação de diversas espécies. “Mesmo com diversas reuniões realizadas com a Neoenergia Coelba, onde foram assumidos compromissos de proteção ambiental, a empresa ainda não apresentou plano completo de adequação da rede elétrica da região nem cumpriu o que foi acordado”, afirmou.
Na recomendação, o MP-BA orienta que a empresa encaminhe um plano detalhado de ações, incluindo um mapa da rede elétrica, cronograma de intervenções e as medidas de proteção previstas. A Neoenergia também deverá informar a situação atual das instalações já existentes e daquelas que ainda serão implantadas na região.
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