Empresário morto em Interlagos foi enterrado vivo, indica laudo
Polícia solicitou a prisão temporária de um dos suspeitos após uma testemunha-chave dizer que viu o crime
Matheus Herbert
Empresário foi encontrado morto em um buraco com apenas um capacete e uma jaqueta | Arquivo pessoal
Um laudo da Polícia Civil de São Paulo indica que o empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado morto em buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital paulista, foi enterrado vivo.
A polícia solicitou a prisão temporária de um dos suspeitos após uma testemunha-chave relatar ter visto três seguranças atacarem o empresário.
Atualmente, o caso permanece sob sigilo judicial enquanto novas evidências são analisadas.
A causa da morte foi asfixia mecânica, com terra encontrada nos olhos, nariz, boca e pulmões de Adalberto, o que indica que ele respirou no buraco e, por isso, a polícia acredita que ele tenha sido colocado ou jogado no local com vida.
A principal linha de investigação dos policiais indica para um possível desentendimento entre Adalberto e os seguranças em razão de uma vaga de estacionamento.
Testemunha chave
Uma testemunha-chave foi à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) nesta semana acompanhada de um advogado e disse à polícia considerar o caso extremamente complexo.
Em depoimento, a testemunha relatou ter visto o momento do crime e revelou haver se mantido em silêncio por medo de represálias, inclusive por temer pela própria vida.
Por ter a proteção da polícia, ela decidiu contar o que viu e indicou três seguranças que trabalhavam no Autódromo no dia do crime como autores do homicídio.
Agora, a expectativa é que um ou mais desses envolvidos sejam levados para o DHPP ainda nesta sexta.
O que diz a SSP
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), as investigações prosseguem. Os laudos periciais estão sendo concluídos e são analisados.
Até o momento, não há pedidos de prisão referente ao caso. Diligências prosseguem com a oitiva de testemunhas para a identificação da autoria e o total esclarecimento do crime.
Ainda segundo a Pasta, demais detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.
Para os investigadores da Polícia Civil, é improvável que uma só pessoa conseguisse deixar a vítima no local. Ainda não há acusados do crime. Leia mais em gazetasp

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