sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Juiz proíbe que manifestantes acampem diante de tribunal que vai julgar Lula

Bernardo Barbosa**Do UOL, em São Paulo**Dida Sampaio - 13.dez.2017/Estadão Conteúdo
Lula participa de ato realizado no Sindicato dos Bancários, em Brasília

O juiz Osorio Avila Neto, da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, decidiu proibir o acampamento de manifestantes no parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque Harmonia), em Porto Alegre. O local é vizinho ao prédio do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem julgamento marcado para o dia 24 de janeiro.

Neste dia, Lula deve ser julgado no chamado processo do tríplex, da Operação Lava Jato, no qual já foi condenado em primeira instância. Se a condenação for confirmada, Lula pode ficar impedido de disputar as eleições presidenciais de 2018 e até mesmo ser preso.

A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (28) em processo aberto quatro dias antes pelo MPF-RS (Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul). A ação do MPF-RS foi movida contra o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), que anunciou no dia 15 a instalação de um acampamento na capital gaúcha em paralelo ao julgamento de Lula para apoiar o ex-presidente. 

Apesar de o MPF ter entrado com a ação contra o MST, a proibição determinada pelo juiz não mira um movimento social específico. Avila Neto proibiu a "formação de acampamento no interior do Parque Maurício Sirotski Sobrinho [também conhecido como Parque Harmonia], e em seus terrenos e estacionamentos lindeiros", assim como nos arredores do TRF-4 e dos demais prédios públicos da região. A proibição já está valendo e fica em vigor, segundo a decisão, até três dias depois do julgamento. LEIA TUDO

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