terça-feira, 31 de outubro de 2017

TEMER SE SALVA DOANDO R$32 BILHÕES

Um País que está com déficit primário previsto de R$159 bilhões para este ano e para 2018, de valor igual, vai ter incluindo naquele ou neste R$32 bilhões em doações, para salvar o presidente da República de um possível afastamento definitivo do governo e, provavelmente, referidos valores ficarão como restos a pagar, compondo o buraco do próximo ano. O pior disso tudo é que as forças produtivas deste País recuarão em seus novos projetos, devido a não concordar com o fisiologismo em tela, comprometendo o desempenho econômico, já que levará ineficiência ao aparelho produtivo e, provavelmente, não serão feitas as demais reformas estruturais, que o governo pretende, vez que obteve 251 votos a favor e irá precisar de 308 votos (três quintos, para reforma da Previdência). Claro que isso é péssimo. O balcão de negócios montado no palácio do Planalto envolveu diversas concessões de benefícios, perdão de dívidas, crédito público beneficiado e outras bondades. O valor em tela é maior do que a construção da usina de Belo Monte (PA), a terceira maior do mundo, atrás da usina de Três Gargantas (China) e da de Itaipu (PN). Bem maior do que o orçamento do Programa Bolsa Família para 2018, de R$26 bilhões. Além das bondades aos aliados, Temer empenhou R$4,2 bilhões de emendas parlamentares individuais, que têm execução obrigatória desde 2015. Se liberados, o valor subiria para R$36,3 bilhões.

Dentro dos R$32 bilhões as verbas que mais destacaram são: proporcionou 60% de redução de multas ambientais, renunciando R$2,7 bilhões. Desistiu de privatizar o aeroporto de Congonhas, para atender à bancada evangélica do PR, de cerca de 100 deputados, deixando de arrecadar R$6 bilhões. Para bancada ruralista de 214 deputados, anistiando um passivo de R$17 bilhões do FUNRURAL. Sancionou a lei do refinanciamento de dívidas atrasadas (REFIS), renunciando R$4 bilhões. Temer recuou da liberação de prospecção de minérios na Reserva Nacional de Cobre, na Amazônia.

Dessa forma, o governo de Temer é o mais impopular da história do País. Enroladíssimo, em denúncias de corrupção, cujos processos provavelmente irá responder depois de terminar o governo. Em substituição à presidente Dilma, ela que trocou os pés pelas mãos, como muito já se disse aqui e foi afastada por cometer crime de responsabilidade fiscal. Temer impediu a deterioração do quadro econômico. Porém, pouco fez das reformas estruturantes que o País precisa. Provavelmente, irá até o fim do mandato, já que, se renunciasse, assumiria o presidente da Câmara, outro de baixa popularidade e de que pouco se esperaria.

Em resumo, o Brasil necessita de um grande gestor para colocá-lo na rota do crescimento econômico sustentável, realizando as reformas das quais o País precisa. Reduzindo a impunidade, leis severas, acordos de compliance, reformas micro e macroeconômicas. por Paulo Brito

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