domingo, 16 de julho de 2017

Troca-troca vergonhoso continuará na compra de votos na Câmara

O troca-troca de integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com uma descarada compra de votos pelo presidente Michel Temer através da liberação de emendas parlamentares, que totalizaram mais de R$ 130 milhões para rejeitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra ele solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está provocando manifestações de repulsa por parte de grande parte da população brasileira. 
Entre os maiores críticos está o PT. Quando o interesse próprio está acima de qualquer coisa, a memória costuma ter uma espécie de apagão. Quando começou a se articular o impeachment da ex-presidente Dilma, ela se utilizou da mesma prática, cabendo naquela oportunidade aos partidos de oposição fazer a mesma coisa. 
Ministros que eram parlamentares eram exonerados por algumas horas, reassumindo os cargos para votar a favor da então presidente. Da mesma forma houve um grande pacote de bondades como a liberação das famigeradas emendas parlamentares comprando votos. A CCJ é composta de 66 membros e bastava comprar cerca de 40 votos, como ocorreu. 
O que deveria preocupar o povo é que o processo vai ser decidido pelo plenário da Câmara, e agora Michel Temer terá que garantir 172 votos e ele tem a caneta na mão para efetuar a compra de votos. Para a oposição, a tarefa é mais difícil, porque precisa de 342 votos para dar prosseguimento à tentativa de afastar Temer do cargo por pelo menos 180 dias. 
Se isso for alcançado, não que dizer que essa gente está lutando pela moralidade do comportamento dos políticos brasileiros, porque muitos estão contra Temer por terem tido seus interesses pessoais contrariados. Resta ainda uma possibilidade de ser até ultrapassado o total de 342 votos porque até agosto, na volta do recesso, quando será votado o pedido na Câmara, os deputados vão ficar recebendo recados de seus eleitores de que darão a devida resposta nas urnas nas eleições de 2018. por Airton Leitão

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