sábado, 22 de julho de 2017

Surto de cólera no Iêmen já é o maior do mundo; grande parte são crianças

Mais de 5 mil pessoas por dia apresentam sintomas de diarreia aguda ou de cólera
Imagem: Reprodução/Internet
Mais de 5 mil pessoas por dia apresentam sintomas de diarreia aguda ou de cólera no Iêmen no que já é o "maior surto da doença do mundo", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 27 de abril passado já foram registrados no país 368.207 casos suspeitos e 1.828 mortos, segundo informação da ONU News.

A prioridade da OMS é estender os serviços de atendimento que "estão funcionando", uma vez que mais de 99% dos pacientes suspeitos de cólera sobrevivem quando têm acesso aos serviços de saúde. A agência da ONU trabalha com parceiros para encontrar recursos e tem como prioridade as intervenções que tratem os afetados de forma eficaz e reduzam o alastramento da doença.

As atividades da OMS incluem melhorar o acesso à água potável e ao saneamento, criar centros de tratamento, capacitar profissionais de saúde, reforçar a vigilância e atuar com as comunidades na prevenção.

Tratamento
Outra área que merece atenção é a criação de centros para que a maior parte dos pacientes recebam a terapia de reidratação oral e o tratamento da doença que afeta aos mais vulneráveis. Cerca de 41% dos pacientes suspeitos são crianças menores de 15 anos. Um terço das mortes ocorre em pessoas com mais de 60 anos.

A outra necessidade é quebrar o que a OMS chama de "círculo vicioso de desnutrição e diarreia" no país, onde 17 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar. A "desnutrição piora a diarreia e a diarreia leva à desnutrição", destaca a agência.

Em comunicado separado, o Escritório dos Direitos Humanos das Nações Unidas revela já ter registado 13.609 vítimas civis do conflito armado no país, que incluem 5.021 mortos e 8.588 feridos em vários incidentes. O escritório alerta que o número total "pode ser muito maior", e cita estimativas sugerindo mais de 11 mil mortos desde o início dos confrontos há mais de dois anos. (Com informações da ONU News) Fonte: Agência Brasil

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