quarta-feira, 19 de julho de 2017

PT conquista votos da maioria dos baianos desde o 1º turno de 2002

O estado concentra o maior eleitorado do Nordeste.
Desde a ascensão da versão repaginada do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2002, a maioria da população da Bahia aposta em um petista para comandar o país. O Lula “Paz e Amor”, como foi batizado à época, conquistou 55,2% dos votos baianos no primeiro turno, 65% no segundo, e chegou, após três tentativas frustradas, ao Palácio do Planalto. Com a hegemonia conquistada há 15 anos, o início da jornada do petista na nova versão da “Caravana Lula” - que chegou a percorrer o país nas eleições da década de 1990 - acontecer na Bahia é simbólico. 

O estado concentra o maior eleitorado do Nordeste, tradicional reduto do petismo após 2002, e está sob o comando de correligionários de Lula desde 2006, quando colocou fim ao domínio do carlismo, sob a tutela de Jaques Wagner. É uma casa em que Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, concentram percentuais expressivos nas votações, com três registros em 2º turno de marcas de 70% de votos válidos para si. Não é pouco. 

Principalmente quando se somam dois bons cabos eleitorais, Wagner e o atual governador Rui Costa, que encerraram as últimas três eleições ainda no primeiro turno. De 2006 até 2014, em todas as eleições presidenciais, o PT obteve mais de 60% dos votos dos baianos no primeiro turno – com o auge obtido pelo próprio Lula em 2006, com 66,6%. Começar pela Bahia não é apenas um mero capricho.

Caso a “Caravana Lula” consiga pautar o projeto petista de voltar ao poder nas eleições de 2018 e ainda incutir que o ex-presidente é vítima de perseguição como insistem os militantes da esquerda, os baianos são um grupo-controle importante para medir os humores e a receptividade à Lula. 

Porém, com o momento político extremamente adverso para o PT e o fortalecimento da oposição ao petismo na Bahia, capitaneada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, o mesmo grupo-focal pode não seguir os mesmos rumos das últimas quatro eleições. A única certeza de todo esse processo é de que vidência não está entre as áreas de conhecimento aceitas pela comunidade em geral. Bahia Notícias

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