sexta-feira, 28 de julho de 2017

Na conta da oposição

do Noblat
Anotem: se a Câmara dos Deputados, na sessão marcada para a próxima quarta-feira, negar licença para que Temer possa ser processado por corrupção passiva, a culpa será da oposição ao governo – PT e seus aliados, fiéis ou eventuais.

Sem a presença em plenário de um mínimo de 342 deputados de um total possível de 513, simplesmente não haverá votação. Ficará para outra oportunidade. E o governo não tem 342 deputados dispostos a votar pelo arquivamento da denúncia.

Se a oposição comparecer, mesmo que para votar pela aprovação da denúncia, o governo só precisará de 172 votos para derrotá-la. A oposição está dividida quanto a isso. Um pedaço dela quer ajudar a dar quórum e, assim, salvar o governo. Outro pedaço não quer.

Como o voto de cada deputado terá que ser anunciado no microfone em sessão transmitida pela televisão, se saberá como cada um deles votou. É isso que ainda inibe parte do PT, do PC do B e de dissidentes do PSB de admitir que prefere a vitória de Temer.

Nos cálculos desse pessoal, um Temer pato manco, cada vez mais combalido, seria o melhor para o país. Para o país, não. Para um melhor desempenho da oposição nas urnas do próximo ano.

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