quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ex-policial é condenado a 72 anos de prisão por chefiar grupo de extermínio

Lucas Borges Teixeira*Colaboração para o UOL
Rivaldo Gomes/Folhapress
Ex-investigador da Polícia Civil de SP foi considerado culpado pela morte de 2 jovens
O ex-investigador Ricardo José Guimarães foi condenado a 72 anos de prisão pela morte de dois jovens em Ribeirão Preto, em maio de 1996. O júri popular considerou o ex-policial civil culpado por homicídio duplamente qualificado. Depois de dois dias de julgamento e oito testemunhas ouvidas, a sentença foi anunciada por volta das 21h da última terça-feira (11) no Fórum da cidade do interior de São Paulo.

Preso desde 2007, Guimarães é acusado ainda de participar de outras onze mortes. De acordo com a promotoria, ele era o comandante de um grupo de extermínio que atuava no interior paulista entre o meio dos anos 1990 e o início dos 2000.

Os jovens Anderson Luiz de Souza, 15, e Enock de Oliveira Moura, 18, foram mortos em frente a um bar no bairro Parque Avelino Palma, em Ribeirão Preto, em maio de 1996. O boletim de ocorrência da época aponta que houve troca de tiros com os policiais, versão sustentada pela defesa.

Oito anos depois, em 2004, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo denunciou Guimarães por execução, sob a alegação de que os jovens foram baleados 18 vezes. Além do ex-investigador, os policiais Pedro Moretti Júnior e Fernando Carrion Serrano, suspeitos de participarem da ação, e o delegado aposentado Sérgio Salvador Siqueira, que também teria participado do caso, foram denunciados e ainda serão julgados - em júri sem data marcada. LEIA TUDO AQUI

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