terça-feira, 4 de julho de 2017

Defesa de Geddel diz que prisão foi "absolutamente desnecessária"; veja na íntegra

Ainda segundo a defesa, o ex-ministro está colaborando para as investigações
A defesa de Geddel Vieira Lima (PMDB) classificou como "absolutamente desnecessária" a prisão preventiva do ex-ministro na última segunda-feira (3). Para os advogados do baiano, "há ausência de relevantes informações para a decisão" do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. 

Geddel foi detido por suspeita de tentar atrapalhar investigações, ao agir para barrar a colaboração premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro, operador financeiro do PMDB. Ele já está na carceragem da PF em Brasília.

Ainda segundo a defesa, o ex-ministro está colaborando para as investigações. "Desde o momento em que o Senhor Geddel Vieira Lima se viu injustamente enredado no bojo da "Operação Cui Bono", colocou-se à disposição das autoridades constituídas, para apresentar os documentos que lhe fossem solicitados, assim como comparecer a todos os chamados que eventualmente lhe fossem formulados, inclusive abrindo mão dos seus sigilos bancário e fiscal, assim como do seu passaporte", diz a nota. 

Afirmando que as autoridades se preocuparam mais com a repercussão na imprensa do que a apuração dos fatos, a defesa complementou. "Geddel Vieira Lima segue inabalável na reparação do cerceamento às suas liberdades fundamentais, registrando que, estando custodiado, deposita sua integridade física nas mãos da autoridade policial", concluiu.

Leia:
Nota à imprensa

A defesa técnica do Senhor Geddel Vieira Lima vem registrar sua incompreensão em relação ao absolutamente desnecessário decreto de prisão preventiva. Decerto, diante da ausência de relevantes informações para sua decisão, inexplicavelmente não relatadas na representação policial, a autoridade judiciária infelizmente laborou em erro. 

Dessa forma, acabou por não considerar que, desde o momento em que o Senhor Geddel Vieira Lima se viu injustamente enredado no bojo da “Operação Cui Bono”, colocou-se à disposição das autoridades constituídas, para apresentar os documentos que lhe fossem solicitados, assim como comparecer a todos os chamados que eventualmente lhe fossem formulados, inclusive abrindo mão dos seus sigilos bancário e fiscal, assim como do seu passaporte.

Assim, em que pese tenha sucessivamente se disponibilizado a prestar depoimento, inacreditavelmente, até o presente momento, jamais foi intimado para tanto, revelando uma preocupação policialesca muito mais voltada às repercussões da investigação para grande imprensa, do que efetivamente a apuração de todos os fatos.

Ademais, deixou de ser relatado que, mesmo no depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República, Joesley Batista foi enérgico em pontuar que jamais pagou propina (ou qualquer tipo de vantagem indevida) ao Senhor Geddel Vieira Lima. Enfim, diante da ausência de relevantes informações, acabou-se por
não apreciar os substanciais elementos que comprovavam a inadmissibilidade da prisão preventiva no caso concreto.

Sabedor da sua inocência e confiante na altivez do Poder Judiciário, o Senhor Geddel Vieira Lima segue inabalável na reparação do cerceamento às suas liberdades fundamentais, registrando que, estando custodiado, deposita sua integridade física nas mãos da autoridade policial.

Salvador/BA, 3 de julho de 2017.

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