sexta-feira, 30 de junho de 2017

Projetada para se regular sozinha à luz, íris artificial poderá ser usada em implantes

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Tampere, na Finlândia, criaram uma íris artificial fabricada a partir de um material elastômero sensível à luz e na forma de um cristal líquido. O produto, que mais se parece uma lente de contato, é capaz de “compreender” a luz que é emitida para aumentar ou diminuir a captação desta, permitindo que a quantidade de luz que entra nos olhos mude o tamanho da pupila – algo semelhante à forma que uma lente de câmera fotográfica trabalha.

“Uma íris autônoma que pode ajustar de forma independente a forma e o tamanho de sua abertura em resposta à quantidade de luz é uma grande inovação no campo dos materiais deformáveis ​​pela luz”, disse o chefe do grupo, pesquisador da academia e professor associado, Arri Priimägi, do Laboratório de Química e Bioengenharia da TUT.

Os pesquisadores desenvolveram a íris em colaboração com Dr. Piotr Wasylczyk da Universidade de Varsóvia, e Dr. Radosław Kaczmarek, da Universidade Médica de Breslávia, ambos da Polônia. O protótipo foi fabricado a partir de um elastômero sensível à luz e por meio de uma tecnologia de fotoalinhamento também utilizada em algumas telas de celulares mais modernos.

Aplicações na oftalmologia?
De acordo com Priimägi, o que faz da invenção algo significativo é que o dispositivo tem a capacidade de funcionar de forma autônoma, livre de fontes de energia ou sistemas externos de detecção de luz.

“Esta pesquisa foi inspirada pelo Dr. Kaczmarek, que é um oftalmologista e prevê o uso potencial de um dispositivo autorregulador no tratamento de defeitos de íris”, disse ele. “O caminho para as aplicações práticas é longo, mas nosso próximo objetivo é deixar a íris funcional também em ambientes aquosos. Outro objetivo importante será aumentar a sensibilidade do dispositivo para fazê-lo reagir a pequenas mudanças na quantidade de luz entrante. Esses desenvolvimentos serão os próximos passos para possíveis aplicações biomédicas”.

A pesquisa em questão foi publicada no início de junho no periódico Advanced Materials. [ Tec Mundo ] [ Foto: Reprodução / Tec Mundo ]

Nenhum comentário:

Postar um comentário