segunda-feira, 12 de junho de 2017

Novo chip de computador da IBM é tão pequeno que cabem até 30 bilhões deles em apenas um dedo humano

Pesquisadores da IBM recentemente anunciaram um novo modelo de chips de computadores.

Considerado o primeiro chip de 5 nanômetros do mundo, até 30 milhões deles podem caber em apenas um de nossos dedos. Embora sejam pequenos, acredita-se que eles darão um grande impulso no poder de processamento que atualmente precisamos, incluindo carros automáticos e smartphones. 

A chave para tal inovação está na parceria da IBM com a Samsung e Global Foundries. Juntas elas criaram um design futurístico que supera algumas das limitações da arquitetura atual. Ele foi nomeado como Fin FET, ou Fin Field Effect Transistor. “É um grande desenvolvimento”, disse Dan Hutcheson, CEO da empresa de semicondutores e pesquisador de pesquisa VLSI Research, a Brian Barrett na Wired. “Se eu puder tornar o transistor menor, terei mais destes na mesma área, o que significa mais energia neste ramo”.

A IBM, por outro lado, afirma que esses chips serão 40% mais rápidos, bem como economizarão 75% de seu poder ao serem executados na mesma velocidade que os chips atuais. Em outras palavras: imagine um processador de celular que seja tão rápido quanto o que temos hoje, mas que use apenas um quarto da energia que usamos. O Fin FET ainda utiliza três canais de transporte de corrente por transistor, o que significa ganhos de potência e eficiência.

A busca por processadores mais rápidos e eficientes ocorre desde a invenção da tecnologia, e vem sendo resumida pela famosa Lei de Moore, apresentada pelo cofundador da Intel, Gordon Moore, em 1965. A produção de chips de 7 nanômetros, feitos com a mesma arquitetura do Fin FET, está programada para começar em 2018. Já os novos chips de 5 nanômetros podem demorar mais alguns anos para atingirem o mercado. Contudo, mal podemos esperar para ver esses aparelhos funcionando.

“O mundo está girando em torno dessas coisas, inteligência artificial, carros automáticos e etc”, disse Hutcheson. “Eles são altamente dependentes de um poder de computação mais eficiente”. “Isso só é possível com esse tipo de tecnologia”, acrescentou. “Sem isso, não podemos continuar”. A pesquisa será apresentada em breve nos simpósios sobre tecnologia e circuitos VLSI que serão realizados em Kyoto, no Japão. [ Science Alert ] [ Fotos: Reprodução / Science Alert ]

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