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sexta-feira, 31 de março de 2017

BA: SESAB confirma morte de macacos com febre amarela em S.Miguel das Matas e São Felipe

O último levantamento divulgado pela SESAB informou que 23 macacos mortos foram confirmados com febre amarela silvestre, nos municípios de Alagoinhas, Camaçari, Catu, Cordeiros, Feira de Santana, Ituberá, Nova Viçosa, Ouriçangas, Pedrão, Salvador, Santa Rita de Cássia, São Felipe e São Miguel das Matas.

Embora não transmitam a doença, a morte de macacos com febre amarela serve de alerta para os humanos. O surto do vírus em primatas fez com que o Ministério da Saúde (MS), em conjunto com secretarias estaduais e municipais, tomasse providências para conter o vírus em algumas regiões. Na Bahia, ainda não há casos confirmados em humanos, mas a morte de alguns macacos deixa todo mundo preocupado. Veja tudo o que sabemos sobre a doença no estado.

A febre amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença transmitida somente por meio de picadas de insetos, não havendo outro meio de transmissão. Ela pode ser adquirida de duas maneiras, o que define os “tipos” da doença, silvestre ou urbana. A Febre Amarela Urbana não acontece no Brasil desde 1942. Ela é caracterizada pela transmissão do vírus através do Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da zika. O Aedes pica um humano doente, e depois pica um humano saudável, transmitindo o vírus.

Já a Febre Amarela Silvestre, a do surto recente, é transmitida através de outros mosquitos, dos gêneros Haemagogus ou Sabethes. Estes mosquitos não andam em meio urbano, por isso que esse tipo de febre amarela acontece nas zonas rurais, em matas ou na beira de rios. Apesar desses mosquitos picarem humanos, é mais comum que eles piquem animais, como macacos. Segundo o infectologista Alfredo Passalacqua, quem contrai vírus da febre amarela não costuma apresentar sintomas ou, quando aparecem, são muito fracos.

“As primeiras manifestações da doença apresentam-se com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular. Apresentam também náuseas e vômitos por cerca de três dias e, em sua forma mais grave, após um pequeno período de melhora, reaparecem sintomas de quadros de insuficiências hepática e renal, olhos e pele amarelados (icterícia) e manifestações hemorrágicas”, detalha.  Fonte: Correio 24 h

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