sábado, 31 de outubro de 2015

Vereador chama moradora de 'vagabunda'

Wagner Carvalho*Colaboração para o UOL, em Bauru
Um vereador da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (a 346 km de São Paulo) discutiu com uma moradora da cidade durante uma reunião sobre o estatuto do funcionário público, realizada na noite desta quinta-feira (29), na Câmara Municipal. Luis Carlos Novaes Marques (PSDB), o Psiu, em determinado momento da discussão, chama a moradora de "vagabunda" e "idiota".

A merendeira Adriana Bermejo conta que fazia uso da palavra quando resolveu questionar algumas atitudes do vereador. "Eu sempre fui amiga do vereador, de conversar sempre nas redes sociais. De uns tempos para cá, ele começou a me tratar mal. Chegamos a trocar ofensas pela internet e dessa vez os insultos partiram para a sessão da Câmara."

A briga toda foi filmada por outras pessoas que acompanhavam a reunião e foi parar nas redes sociais. Na gravação, é possível perceber que a moradora foi cobrar apoio do vereador para resolver um problema da comunidade. Psiu diz não ter "poder de caneta" e, depois de alguns insultos, manda que ela vá cobrar o vereador em que votou.

O vídeo viralizou nas redes sociais e aplicativos, sendo compartilhado centenas de vezes. Psiu, que é cadeirante e atribuiu a briga com a moradora a uma "perseguição política". Reconheceu que possui temperamento explosivo e que, "se acreditar estar certo, defende sua posição".

Por telefone, o presidente da Câmara não quis comentar a reação do colega do Legislativo, mas afirmou que o caso será na próxima semana repassado para que o jurídico analise o fato e oriente sobre a melhor decisão a ser tomada. "Estamos falando de casa de leis, é inadmissível que isso uma discussão dessas ocorra nesse recinto", afirmou.

Adriana informou que registrou boletim de ocorrência e vai até as últimas consequências para que Psiu prove as acusações feitas. "Ele me chamou de pau mandado. Mandado por quem? Quero que ele prove."

A funcionária pública contou que trabalha em uma escolha de ensino fundamental e as crianças não param de comentara as ofensas sofridas por ela. "Ele vai ter que provar que sou vagabunda e débil mental. Que mãe quer que seu filho estude numa escola e tenha contato com uma pessoa dessas?"

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