terça-feira, 31 de dezembro de 2013

'Anderson Silva quer saber quando poderá voltar a treinar', revela médico

Wilton Junior/Estadão
Anderson Silva se recupera de cirurgia

A pergunta que Anderson Silva mais fez ao médico Steven Sanders, ortopedista do UFCresponsável pela cirurgia do brasileiro, é sobre quando voltará a treinar. O especialista conta que mesmo com muitas dores o Spider mostrava-se ansioso por voltar ao octógono. "Antes da cirurgia, suas perguntas eram sobre quando poderia treinar. Se tivesse de dar um palpite, acho que a fratura estará curada entre 3 e 6 meses, e ele estará liberado para treinar entre 6 a 9 meses", revela.

Sanders conta que não ficou perguntando para Anderson Silva sobre seu futuro no mundo do MMA, respeitando a privacidade do lutador. "A coisa mais importante é dar a ele informações e quais são os prognósticos. Ele teve uma lesão séria e estamos a menos de 48 horas da cirurgia. Fazemos avaliações constantes e não posso dizer nem quando ele terá alta", explica o médico, lembrando que ele não será liberado nesta segunda-feira. "Pacientes que passam por esse tipo de cirurgia ficam por alguns dias no hospital, tomando antibióticos e tendo o monitoramento dos sinais vitais."

O especialista lembra que a agilidade da equipe médica durante o UFC 168, realizado no sábado, foi fundamental para o sucesso da cirurgia, pois em pouco tempo Anderson já estava com a perna imobilizada, foi levado de maca para fora da Arena MGM e foi de ambulância para o hospital University Medical Center. "Fizemos a estabilização o mais rápido possível para evitar mais danos aos tecidos", diz Sanders. O médico lembra que, além da fratura, outro grande problema são os tecidos da perna, rompidos pelo osso quebrado. "É uma fratura extremamente instável e uma lesão séria", diz.

Na cirurgia foi colocada uma haste de titânio dentro do canal do osso, de 11,5 milímetros de diâmetro. "Ela se adapta muito bem à biologia humana. Não vemos casos de rejeição. Pode ser removida, claro, mas é possível ficar pelo resto da vida", comenta. Também foram colocados parafusos para estabilizar o osso e evitar a rotação da haste de titânio. "É uma contusão que dói bastante e temos de usar medicação para aliviar as dores. Uma coisa que posso garantir é que a idade dele não pesa na recuperação da fratura", conclui Sanders sobre o atleta de 38 anos. Paulo Favero - O Estado de S. Paulo

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