sábado, 30 de novembro de 2013

Onze policiais militares são presos por envolvimento na morte de “Aladin”

Da redação ac24horas - Rio Branco, AC, Com Gleydison Meireles
Os acreanos acordaram estarrecidos com a notícia de que 11 Policiais Militares, homens pagos para servir e proteger, foram presos na manhã desta sexta-feira, 29, acusados de torturar, ameaçar e assassinar o ex-presidiário Gildemar da Silva Lima, o Aladin.

Em uma investigação sigilosa, onde qualquer vazamento de informação poderia colocar tudo a perder, a Polícia Civil desencadeou a Operação Gênio e chegou a 11 suspeitos, todos policiais militares, acusados de envolvimento na morte de “Aladin”.

De acordo com o secretário de Policia Civil, Emylson Farias, após o desaparecimento de Gildemar, que foi sequestrado dentro da própria casa, foram instaurados dois inquéritos, um relacionado ao homicídio e ocultação de cadáver, e, outro relacionado à tortura, coação no curso das investigações e outros crimes.

Segundo as investigações, Gildemar Lima foi executado e o cadáver ocultado, possivelmente, no ramal do Pica-Pau. Segundo a autoridade policial, o crime teria sido motivado por vingança, uma vez que os policiais envolvidos já haviam prendido Gildemar em outras duas ocasiões (um pelo crime de assalto a uma loja no Segundo Distrito e outra pelo roubo de uma moto), mas como não houve flagrante, Gildemar foi liberado.

Na época de uma dessas prisões, policiais militares foram ameaçados por um comparsa de Gildemar “Aladin”. Durante as investigações a polícia descobriu que no dia 24 de maio, o comparsa e sua esposa, que não tiveram os nomes revelados, foram torturados e ameaçados até que revelassem o paradeiro da vítima.

O caso começou a ser desvendado por meio de monitoramento eletrônico e quebra de dados telefônicos, onde se chegou a provas da tortura praticada no dia 24 de maio e ao nome de 10 policiais. “Três desses policiais tinham problema na justiça com Gildemar”, afirmou o delegado Robert Alencar.

Alencar continuou dizendo que, mesmo após a tortura do comparsa, os policiais não tinham a localização exata de Gildemar Aladin. Para chegar até ele, policiais usaram de abuso de autoridade. “Muitos foram abordados dentro de casa ou em via pública, ameaçados com armas na cabeça. Foi apurado na investigação que após esses crimes prévios de ameaça e lesão corporal, Gildemar foi raptado e levado para um local que não temos a exatidão”, diz.

Dez policiais foram presos temporariamente e encaminhados à Unidade Prisional 03, a Papudinha e outro de forma preventiva. Tratam-se de Girley Lenes da Costa; José Natalino; Bruno Fabrício; Antonio Macelo daSilva Mendes; Francisco Ilimane Rodrigues dos santos; Jorge Miranda Rodrigues; Diego Soares do Nascimento; Francisco James do Nascimento; Gersey James Costa da Silva; Iracélio Melo daSilva e Teomar Ferreira Cunha.

O comandante da Polícia Militar do Acre, coronel Anastácio garantiu que a instituição não compactua com quaisquer desvio de conduta.

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