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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Implante ocular tratará doenças que causam cegueira

Um implante intraocular desenvolvido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP), da USP (Universidade de São Paulo), se mostrou eficaz para tratar doenças que podem provocar cegueira e para melhorar a visão dos pacientes.
O anúncio foi feito esta semana pelo centro universitário.


O implante tem aproximadamente o tamanho da ponta de um lápis e é formado pela associação de um componente biodegradável (PLGA) associado a um medicamento, neste caso, a dexametasona.


Implantado dentro do olho, a inovação libera gradativamente o medicamento, o que garante que o fármaco se dissolva no olho durante um período de seis meses sem necessidade do uso diário de colírios ou medicamentos orais.


Fruto de dez anos de pesquisa, a novidade foi testada com sucesso em dez pacientes que participaram do estudo clínico no HCFMRP.
Os resultados mostraram que a inovação atua em doenças vasculares da retina que levam à redução da visão e, em casos mais avançados, à cegueira.


A descoberta
A técnica foi desenvolvida por uma equipe comandada pelo oftalmologista Rubens Siqueira especialmente para tratar uveíte, retinopatia diabética, toxoplasmose ocular, degeneração macular (relacionada à idade), retinite por citomegalovírus e endoftalmite.


O trabalho contou ainda com a participação da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segunda fase


Está previsto para janeiro o início da segunda fase do estudo.
Nesta etapa o implante será testado em 50 pacientes.


O professor Rodrigo Jorge, que também participa da pesquisa, declarou que, uma vez aprovado, o tratamento poderá beneficiar vários pacientes portadores diversas doenças da retina, que afetam principalmente a população mais idosa, entre 50 e 70 anos.


Ainda de acordo com o professor, essas doenças atingem cerca de 30 milhões de pessoas atualmente no Brasil.


A ideia inicial é de que o tratamento seja destinado a doenças da retina, porém o implante poderá futuramente ser utilizado também no tratamento de doenças em outros órgãos e tecidos do corpo.


Preço
O Brasil ainda não possui qualquer tecnologia similar.
Nos Estados Unidos e na Europa, no entanto, um dispositivo semelhante, chamado de OZURDEX, custa cerca de R$ 6,2 mil, mas a venda ainda não foi liberada no Brasil.


O preço da nova tecnologia ainda não foi definido.
Contudo, o professor Rubens Siqueira acredita que a grande vantagem do produto nacional com relação ao estrangeiro será o custo mais baixo e a maior facilidade de implantação no olho, pois foi desenvolvido com um diâmetro menor que o produto importado.
Com informações do UOL.

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