quarta-feira, 7 de agosto de 2013

TO: Mulher de 97 anos é levada para hospital de Palmas em carroceria

A moradora de Palmas, Júlia Cruz, de 97 anos, precisou ser transportada em um colchão na carroceria de uma caminhonete para chegar ao Hospital Geral de Palmas, que fica cerca de 10 km da casa dela. A idosa precisava ir ao local para uma consulta de retorno de uma cirurgia, mas não conseguiu ambulância pública. A solução foi apelar para um vizinho, que levou a mulher já que a mesma tem dificuldades de locomoção. As imagens foram registradas na semana passada pela telespectadora Marcela Pinheiro, da TV Anhanguera, e divulgadas nesta terça-feira (6).

"O Samu disse que não faz esse trabalho e os bombeiros também não, enfim, todo meio eu procurei", diz a filha da idosa, Maria da Cruz. Foi ela que pediu ao vizinho, o bancário Iran Silveiro, para transportar a mãe.

"Ligaram para mim para trazer na carroceria da caminhonete. Vim arriscando tomar uma multa. Uma cidade como Palmas não ter uma ambulância para trazer para o hospital é terrível", diz indignado o vizinho.

Francisca de Oliveira também passou pelo mesmo problema. Ela teve um desmaio e o marido não conseguiu uma ambulância para levá-la ao hospital. "Eles disseram que não tinha ambulância disponível e a única que tinha estava prestando socorro. Eu podia ter morrido e eles não fizeram nada. Me sinto pequena. Era o mínimo que o poder público poderia fazer por mim."

A coordenadora de urgência e emergência da Secretaria Estadual da Saúde, Eliane Grossmann, explica que, quando uma pessoa faz uma cirurgia tem que ser encaminhada pela atenção básica. "O Samu é para atendimento de urgência e emergência e tem que ser usado para esse fim. Não deve ser usado para transporte. Enquanto está sendo utilizado para transporte, uma pessoa na situação de urgência e emergência deixa de ser atendida."

O secretário executivo da Saúde de Palmas, Luiz Fernando Freesz, diz que no caso da paciente Júlia Cruz, o atendimento seria de transporte domicilar e, que o mesmo, pode ser feito desde que seja agendado na unidade básica de saúde.

Freesz revela que o município de Palmas possui 11 ambulâncias, mas apenas três estão em atividade. Segundo ele, as que não estão em funcionamento estão passando por reparos.

O secretário afirma que uma deve voltar a funcionar nesta terça-feira (6) e outra na próxima segunda-feira (12). Outras duas, para remoção em locais de difícil acesso, estão aguardando peças e quatro não podem ser utilizadas para o transporte de saúde. "Temos dificuldades estruturais, operacionais, mas estamos resolvendo", argumenta Freesz.

Ele ainda diz ainda que o município de Palmas não consegue resolver sozinho o problema de urgência e emergência. "Precisamos definir as responsabilidades e o perfil do trabalho", comenta lembrando que o Samu atende também os municípios de Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Lajeado, Miranorte, Miracema do Tocantins e Tocantínia.

O comandante do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros, major Geraldo Primo, diz que uma das ações da entidade é a urgência e emergência, mas o socorro é principalmente em situações em que há trauma, vítimas presas em ferragens, risco de incêndio, "situações que oferecem riscos coletivos além do risco à vítima."

Em Palmas, existem duas viaturas do Corpo de Bombeiros e outras quatro no interior. "O cidadão liga para os Bombeiros e para o Samu. A maior parte dos chamados são de competência das duas instituições. Em algumas situações precisa das duas viaturas", destaca o major.

Dados
Segundo a Secretaria de Saúde de Palmas, das 28471 chamadas feitas ao Samu, de janeiro a julho desse ano, 15118 foram para atendimento de emergência, 3177 foram trotes, 148 para transporte e 2446 para transferências de pacientes. Foto: Reprodução/TV Anhanguera TO**Fonte: G1 TO, com informações da TV Anhanguera

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