> TABOCAS NOTICIAS : SEM NEYMAR, SANTOS VIVE PIOR FASE PARA PATROCÍNIOS

sábado, 1 de junho de 2013

SEM NEYMAR, SANTOS VIVE PIOR FASE PARA PATROCÍNIOS

None
A ida de Neymar para o Barcelona não tira brilho somente do time do Santos no aspecto esportivo, dentro de campo, mas também fora dele. Desde o início da gestão de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, em 2010, nunca houve uma fase pior para conseguir patrocínio. E a diretoria santista está ciente.
A principal empresa com quem o Santos negocia é a Caixa Econômica Federal. O banco atacou o futebol, fechou um patrocínio de R$ 30 milhões anuais com o Corinthians, outro de R$ 25 milhões com o Flamengo, além de outros contratos menores, com Atlético-PR, Coritiba, Figueirense e Avaí.
Mas a negociação está dura para o Santos.
Não que a estatal não tenha dinheiro para investir. Desde que adotou postura mais agressiva, a verba para marketing tem aumentado. No ano passado, o montante gasto com publicidade aumentou 58%, para R$ 676 milhões, de acordo com estudo feito pelo Meio & Mensagem.
O que falta, para o Santos, é o potencial para oferecer tanto retorno quanto nos últimos anos. Com Neymar, o número de jogos transmitidos pela TV era maior. As empresas ainda poderiam ter suas marcas levadas pelo principal atleta do Brasil justamente quando ele enchia rivais de gols.
Nem da Copa Libertadores – competição que rendia mais partidas na TV e, consequentemente, mais exposição para companhias – o clube participou em 2013. No mercado, há quem diga que, sem Neymar e sem Libertadores, o Santos volta a ter a visibilidade de um Botafogo, visto que a torcida santista não é lá muito maior que a botafoguense. Uma provocação que tem certa razão.
O que os dirigentes santistas têm feito para convencer a Caixa a pagar mais do que pagava o BMG pela cota máster, R$ 19 milhões anuais, é mostrar que a visibilidade continuará alta. http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com
Foi assim que o Santos aumentou a verba que arrecada com publicidade de R$ 17,8 milhões em 2009 para R$ 50,2 milhões em 2012. Com números sobre quantas partidas o clube teve transmitidas pela TV e quanto retorno em imagem as empresas que estavam na camisa tiveram, o marketing santista provava, por meio de estudos, que valia a pena investir em seu uniforme.
Sem Neymar, sem Libertadores, o Santos chega ao pior momento para conseguir um patrocinador.
Quem pode aliviar a negociação, se agir rápido, é o departamento de futebol. Contratações como Robinho e Diego, especulados desde que Neymar deixou a equipe para jogar no Barcelona, poderiam manter o clube em evidência – principalmente, no número de jogos exibidos na TV.
Caso contrário, é melhor torcedores e conselheiros santistas se acostumarem com a ideia de ganhar menos do que os R$ 19 milhões que o BMG pagava e, pela primeira vez na gestão de Luis Álvaro, ver a receita com publicidade cair em relação ao ano anterior. Afinal, o mercado mudou.
O mar, em Santos, não está para peixe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário