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terça-feira, 14 de maio de 2013

Romário pede ação para tirar Marin da CBF e critica lentidão


João Henrique Marques (UOL Esporte)No momento em que a seleção brasileira fica em foco, Romário volta a atacar. Em entrevista ao jornal O Globo nesta terça-feira, o deputado federal (PSB-RJ) critica José Maria Marin e pede ação do governo para tirar o cartola da presidência da CBF e do COL. O ex-jogador acredita que a presidente Dilma Rouseff e o Ministério do Esporte estão se movimentando para a tomada de tal decisão, mas critica a lentidão do processo ao falar em "passo de tartaruga".
Marin é pressionado a abandonar o comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por causa da sua ligação com o governo militar vigente no Brasil de 1964 a 1985. Romário vê o governo federal interessado na saída do dirigente da entidade que comanda o futebol brasileiro e do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo), mas faz ressalva. "Não posso dizer que não acredito [em movimentação do governo e da Fifa para tirar Marin do COL]. Mas posso afirmar que, se estão se movimentando, só se for em passos de passo de tartaruga. Nada acontece", critica o deputado.
Romário destaca não saber o motivo para Marin se manter à frente da CBF e do COL. "Isso eu também queria saber. Não entendo por que a própria presidenta e o Ministério do Esporte ainda deixam esse cidadão comandando estas entidades. Agora, na Copa das Confederações, Dilma Rouseff se sentará ao lado dele. E não será positivo para a cara do Brasil", destacou.

O "Baixinho" defende que o governo interfira para tirar Marin da CBF. "Na verdade, o que se alega é que a CBF é uma empresa privada. Mas ela deixa de pagar alguns tributos ao governo federal. Usa a bandeira nacional, o escudo, o hino nacional e o patrimônio nacional, que são os jogadores. É falta de coragem", conclui Romário, que cita nomes que poderiam suceder Marin na entidade.
"Sou a favor do [Andrés] Sanchez, Raí ou Maurício Assumpção. O Raí nunca teve experiência de administração de clube, de gestão. Mas é um cara esclarecido e respeitado. O Sanchez, pelo que fez pelo Corinthians. E o Assumpção porque profissionalizou o Botafogo", enumerou o deputado federal.
A seleção brasileira volta a ser notícia nesta terça-feira, com a divulgação da lista de convocados para a Copa das Confederações. O técnico Luiz Felipe Scolari é elogiado por Romário, que também ressalta o trabalho do auxiliar Carlos Alberto Parreira. "Hoje, a seleção dispõe dos dois últimos treinadores campeões do mundo. Há respeito por parte dos jogadores do Brasil e dos outros atletas e técnicos de outras seleções", opinou.
Longe das discussões sobre quem deve ser chamado para defender o Brasil na Copa das Confederações, a preocupação de Romário se volta para competição marcada para 2014. O deputado ataca os gastos do país para receber a Copa do Mundo. "A população não tem ideia e nem vai ter do custo desta Copa. Só vai ter esse sentimento de perda, de dinheiro jogado fora, bem depois. Se o país já passou por dificuldades, passaremos de novo por causa de gastos desnecessários e vergonhosos com o dinheiro público. Isso tem outro nome", completou Romário. http://noticias.bol.uol.com.b

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