quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bulgária tem quase metade da população sob risco de se tornar pobre


À saída do trabalho na Biblioteca Nacional, Veneta, 56 anos, se dirige a seu outro emprego. Essa mulher grande, de mãos grossas e trança grisalha, é faxineira e está convencida de que continuará sendo enquanto tiver forças, porque para muitos cidadãos aposentar-se aqui, no país mais pobre da União Europeia, é apenas ganhar um fixo exíguo do Estado - o salário mínimo é de 75 euros - e buscar empregos por hora no mercado paralelo. "Claro que não vou poder me aposentar!", exclama, como se eu tivesse feito uma pergunta retórica. "Com meu salário de 240 euros, tenho que esfregar outras escadas duas vezes por semanas para conseguir mais 50 e viver com o justo. Com isto também mantenho meu marido desempregado e meu neto de 13 anos, que vive conosco desde que minha filha morreu", explica. Seu genro também está desempregado. Com essas horas extras, Veneta não chega ao salário médio da Bulgária, ao redor de 350 euros.
Uma onda de esgotamento levou às ruas há duas semanas milhares de pessoas em várias cidades do país balcânico, e não é habitual que haja manifestações na Bulgária. No centro de Sofia, salpicado de bancos e ministérios próximos das belas cúpulas douradas e verdes das igrejas ortodoxas, se concentram muitos dos que não aguentam mais. Os que pedem uma mudança de modelo político que permita que os cidadãos tenham poder direto sobre os representantes e que se combata a corrupção. Leia tudo em http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/2013/02/bulgaria-vive-seu-tempo-de-psdbfhc-deus.html

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