terça-feira, 30 de outubro de 2012

Comunidade guarani-kaiowá pretende recorrer a cortes internacionais caso seja expulsa de suas terras


Um grupo de seis indígenas da comunidade guarani-kaiowá esteve reunido com a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, nesta segunda-feira (29), em Brasília, para entregar um documento em que relatam os problemas ocorridos na comunidade. Os índios estão sendo ameaçados de expulsão de suas terras tradicionais no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul, por uma ordem judicial de reintegração de posse da fazenda Cambará. Após a reunião, os representantes de oito etnias indígenas informaram que pretendem recorrer a tribunais internacionais, como a OEA (Organização dos Estados Americanios), caso a Justiça determine que eles deixem a área em disputa. Segundo o índio Otoniel Ricardo Guarani-Kaiowá, representante do conselho da articulação dos povos indígenas do Brasil, houve um suicídio na tribo, de sexta-feira (26) para sábado (27) e, na semana passada, houve um caso de estupro de uma índia de 23 anos de idade. O suicídio, segundo Otoniel, foi de apenas um dos índios, e não coletivo, como chegou a circular em redes sociais. "O que aconteceu recentemente foi um suicídio e um estupro", afirmou. Segundo ele, o rapaz que se matou tinha problemas com alcoolismo, devido a falta de oportunidades e educação na região. "Tem que ter um projeto voltado para a questão do nosso povo. Onde estamos não se consegue nem plantar, nem ter saúde, nem segurança". Ele negou que exista a ideia de suicídio coletivo. "O Estado não respeita o nosso direito, não considera que nós somos cidadãos, que nós somos seres humanos. Somos brasileiros legítimos", afirmou Otoniel.
Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/10/29/em-reuniao-na-procuradoria-geral-da-republica-indios-relatam-estupro-e-suicidio-na-comunidade-guarani-kaiowa-no-ms.jhtm

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