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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

8 de Agosto – Dia Nacional de Combate ao Colesterol


A ideia do Dia Nacional de Combate ao Colesterol surgiu no bojo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), como uma forma de conscientizar a população sobre a importância do colesterol alto e as formas de prevenção. A data 8 de agosto foi oficializada pelo Poder Legislativo em 2002.

O colesterol é uma substância necessária ao nosso organismo, mas quando suas taxas no sangue se elevam, torna-se um perigoso fator de risco. O Colesterol é o resultado do metabolismo das gorduras saturadas com algumas subdivisões, sendo duas importantes: HDL, o bom colesterol, e LDL, o mau colesterol. O nível do LDL pode estar elevado por 2 fatores principais: o genético e a dieta. Consideramos o fator genético como o mais importante, porém dietas inadequadas também elevar o LDL colesterol.
A maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo, cerca de 70%, no fígado, enquanto que apenas 30% provém da alimentação. Existem pessoas que já nascem geneticamente destinadas a serem grandes produtoras dessa substância. O colesterol não tem nada a ver com excesso de peso, pois indivíduos magros podem ter níveis de colesterol alto.
O colesterol só existe nos alimentos de origem animal entre os mais ricos em gorduras saturadas temos: carnes, frutos do mar, miúdos, gema de ovo, leite e derivados, linguiça, salsicha, salame e presunto, enquanto os óleos e azeites comuns não têm colesterol.
Ele é fundamental para a vida porque faz parte da constituição da membrana celular (capa que reveste as células dos tecidos) e constitui-se em matéria prima para a fabricação da bile, dos hormônios e da vitamina D. Seu excesso é que o torna danoso. No sangue ele pode estar livre ou fazendo parte das chamadas lipoproteínas (aglomerado de colesterol, proteínas e gorduras que circulam pelas artérias e veias). O LDL é o que participa da formação das placas de gordura (aterosclerose) que obstruem as artérias.
Sua elevação é, portanto, indesejável e deve ser combatida. Já o colesterol contido nas lipoproteínas HDL, o bom colesterol, não participa do processo de obstrução das artérias e tem ainda um efeito protetor, porque retira o colesterol dos tecidos e o leva para o fígado onde é eliminado ou reaproveitado. Portanto, quanto mais HDL mais se evita a obstrução das artérias pela aterosclerose. Algumas dicas são úteis, alimentos funcionais elevam o colesterol bom diminuindo o ruim. Para reduzir o colesterol coma mais fibras, frutas com casca e verduras, cereais, grãos, aveia, alimentos integrais, soja, maçã. Não reaproveite o óleo já utilizado, elimine o consumo de maionese, preparações a base de coco, bolachas recheadas, alimentos cremosos.
Leia com atenção o rótulo dos alimentos e evite os que contêm gordura saturada e hidrogenada. Coma mais grelhado ou assado ou cozido de peixes, aves sem a pele e, porque não, alguma carne vermelha, porém evite frituras. Infelizmente comer ou beber limão, laranjada com berinjela e alho, não diminui a taxa do colesterol. Os derivados da uva são agora reconhecidos como alimentos que elevam o HDL, tanto o suco, como o vinho tinto (este não mais do que uma taça por dia). O valor ideal do HDL é acima de 40 mg/dl.
Os exercícios físicos não reduzem o LDL a níveis normais. É necessária alimentação saudável e medicamentos, o valor a ser alcançado é menos de 100 mg/dl para quem tiver tido alguma doença cardiovascular e menos que 130 mg/dl para os sadios. Pessoas que têm parentes diretos com colesterol alto e familiares com aterosclerose, devem conhecer os níveis do seu colesterol. Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 20 cidades, incluindo São Paulo, constatou que 40% da população tem nível anormais (elevados) de colesterol total, entre 200 e 240 mg/dl. Pesquisas indicam que mesmo um pouco elevado não é seguro deixá-lo sem correção. Fonte: Webrun / Nutrição em Pauta / Coração Saudável

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